Total de visualizações de página

quarta-feira, 29 de maio de 2013

OBSERVAÇÃO DA CONJUNÇÃO DE JÚPITER, VÊNUS E MERCÚRIO, DESDE MACEIÓ.



Oi, você olhou o céu hoje? 
O céu, como sempre, está lindo. Mas por volta das cinco horas estava fantástico, pois hoje após o ocaso do Sol, logo depois do término das aulas, pude ver junto com cinco amigos três pontos em evidência na parte oeste do céu. Como visito constantemente o Blog Explorando O Céu, sabia do que se tratava, e logo expliquei a eles o que estávamos vendo.
 

O mais brilhante dos três era Vênus, que na ocasião parecia um átomo central em uma ligação química. Um pouco acima creio que estava Mercúrio, que mesmo pela configuração da hora indicar que ela era o mais longe do Sol, na realidade é o mais perto. E também próximo de Vênus estava o gigante do Sistema Solar, Júpiter, que com um telescópio poderia revelar outros pontos ao seu redor (suas luas). Mesmo estes sendo as “estrelas” da ocasião, cabe lembrar que Saturno também estava no céu, mas na parte leste.


Infelizmente não pude ver o evento desde o início, mas... A sensação de sair de uma estimulante aula de matemática, e dar de cara com a parte oeste do céu com três planetas... Indescritível! Nem mesmo Shakespeare ou Carlos Drummond, gênios da arte de escrever, teriam competência para isso. Talvez muitos não entendam isso, mas para uma pessoa que ama dar horas de sua noite para contemplar um monte de “reatores nucleares” (as estrelas) que convertem toneladas de Hidrogênio em outros elementos da tabela periódica, e objetos que literalmente “erram” os céus entre esses reatores, isso chega a ser uma experiência religiosa! Não no sentido religioso, mas em seu significado original, religar, pois contemplar o céu nos conecta com nossas origens, afinal, somos todos “poeira das estrelas”.



Aurélio Buarque
Colaborador do blog Explorando o Céu





CONJUNÇÃO DOS PLANETAS JÚPITER, VÊNUS E MERCÚRIO, EM TOURO.

Oi, turma!

Não deixem de observar, hoje e nos próximos dias, a belíssima conjunção dos planetas Júpiter, Vênus e Mercúrio, durante o crepúsculo vespertino.

Após o ocaso do Sol, o primeiro astro a surgir sobre o horizonte oeste será Vênus. Para quem souber onde procurar, ou for persistente na busca, irá observá-la com o céu ainda azul, tornando-se cada vez mais evidente à medida que a luz do dia se esvai. Ao seu lado esquerdo (Sul), logo aparecerá Júpiter, e algum tempo depois, ao lado direito de Vênus (Norte), numa diagonal ascendente, veremos Mercúrio. Ao observá-los, você terá certeza de que não são estrelas. Apresentam uma luz contínua, sem cintilar. Mas estarão se destacando com tanta evidência que você não terá dúvidas, só Mercúrio parecerá um pouco tímido.

Se tiver a oportunidade, tente observar. Procure um bom lugar com vista para o oeste. Em Salvador, a região do Porto da Barra é excelente. Esta linda conjunção acontecerá entre as estrelas El Nath e Zeta Tauri, ambas estrelas da constelação do Touro.

Desejo a todos uma ótima observação!
Fernando

quarta-feira, 22 de maio de 2013

SATURNO E A LUA NA CONSTELAÇÃO DA VIRGEM - XXII. V. MMXIII.

Oi, turma!

Hoje o tempo abriu e tivemos uma manhã ensolarada em Salvador, sem vento. O mar amanheceu sereno e plácido. A se manter assim, quando escurecer poderemos ver a Lua, em seu aspecto giboso crescente, entre as estrelas da constelação de Virgem.

No início da noite, no lado leste do céu, a cerca de 7º (sete graus) abaixo da Lua, se as nuvens permitirem poderemos observar Saturno como o astro mais evidente próximo à Lua, hoje.

Tente fazer esta observação!
Abraço a todos

Fernando 

sábado, 18 de maio de 2013

ESTRELAS DE TELEVISÃO

Olá!

Você já reparou quantos elementos de astronomia passam diante dos nossos olhos ao longo dos programas, vinhetas e comerciais dos canais de televisão?

Aos domingos, por exemplo, uma breve síntese das teorias de evolução do Universo é mostrada na vinheta de abertura do programa Fantástico, da Rede Globo, onde podemos ver uma galáxia do tipo espiral, com o bojo alaranjado, seguida da imagem de uma engrenagem (tempo) e a sugestão da vida surgindo, ganhando a terra e evoluindo entre os elementos água e fogo.



Layout atual (2013) da abertura do programa. Note as estrelas, o perfil leitoso como o de uma galáxia atravessando a imagem, ao fundo, e o reflexo de dois astros luminosos, na primeira e na quinta letra em especial.

Repare também no pano de fundo (atrás dos apresentadores), as estrelas, os motivos astronômicos que fazem parte do layout do programa.

O apresentador Tadeu Shimit fala ao público com a imagem de estrelas ao fundo. A que constelações essas estrelas pertencem? Mais um caso para o detetive virtual.
 
 Cenários anteriores do programa.


E nos jornais, já reparou? Quase todos os jornais televisivos de rede nacional têm um globo terrestre estilizado passando pela vinheta, ou um mapa mundi em algum momento da apresentação. Alguns trazem na abertura a figura de satélites de comunicações, e estão sempre ilustrando as informações com imagens do espaço (astronáutica).

Cenário do Jornal Nacional, em 1972.

Cenário do Jornal Nacional em 2009.
 

Ontem mesmo (17/05/13), no programa Globo Repórter, que, aliás, foi bem legal, falando sobre a mente humana (com apresentação sempre impecável de Sérgio Chapelin), em dado momento o texto da matéria dizia que “... o cérebro humano possui cerca de 100 bilhões de neurônios...”, então apareceu uma foto do perfil da Via Láctea, focando o bojo central, na constelação do Sagitário (como visto da Terra), e a matéria continuou, afirmando que aquele número de neurônios era um “... número equivalente ao das estrelas no céu...”. 

Na verdade, o texto da matéria quis dizer que o número é equivalente ao calculado para as estrelas da nossa galáxia, a Via Láctea, que, segundo as estimativas mais modestas teria cerca de 100 bilhões de estrelas (em algumas fontes poderemos encontrar números diferentes para a estimativa de estrelas em nossa galáxia, ou para o número de neurônios do cérebro). 

No caso, a analogia que o texto da matéria quis fazer está no fato de que o corpo humano, pequeno em relação ao mundo exterior, é imenso em relação às menores partes que o constitui, como os átomos. 



As imagens e conceitos produzidos pelos avanços da ciência, repercutem imediatamente nas mais distintas tendências intelectuais e artísticas contemporâneas. Acima à direita, podemos observar como o sistema V838 IG-008 Monocerotis foi inspiração para logomarca de um famoso buscador da WEB.


Repare como os elementos da astronomia estão inseridos em nosso cotidiano, a começar pela computação do tempo, de onde definimos os horários. Como disse meu poeta favorito, somos do tamanho do que vemos, e não do tamanho de nossa altura.

O céu e você, tudo a ver!
Bom final de semana para todos.

Fernando

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O QUE SÃO GALÁXIAS?

Oi, turma!

Até o início do século XX nós não tínhamos boa visualização nem técnicas que nos dessem certeza sobre a existência das galáxias. Alguns grandes nomes da astronomia, como o filósofo Imanuel Kant, usavam o termo "universos ilhas" para se referir a estes objetos quando ainda eram considerados uma hipótese.

Com o avanço dos grandes telescópios, pudemos perceber que o universo observável está repleto de galáxias, um número imensurável delas, e o astrônomo Edwin Hubble (1889-1953) então criou uma classificação primária para elas. 

O astrônomo Edwin Hubble classificou os principais tipos de galáxias de acordo com sua forma aparente. As mais comuns são as galáxias do tipo elíptica, espiral e espiral barrada.

As galáxias elípticas são subdivididas de acordo com sua excentricidade. Algumas são menos excêntricas, apresentando forma quase esférica, enquanto outras possuem formato elíptico bem acentuado.

Esta foto, obtida pelo Observatório Anglo-Australiano, mostra uma famosa galáxia do tipo elíptica, chamada M87. Sua forma é quase esférica, e seu diâmetro é superior ao da Via Láctea.

A nossa galáxia possui duas galáxias satélites menores, que podem ser vistas a olho nu sob condições de boa visibilidade. São as chamadas "Nuvens de Magalhães", em homenagem ao grande navegador português Fernão de Magalhães, que comandou a primeira circunavegação da Terra, realizada entre os anos de 1519 e 1522, e observou-as no céu. São galáxias do tipo irregular, ou seja, não possuem uma forma definida.

Grande Nuvem de Magalhães. Galáxia do tipo irregular, satélite da Via Láctea, pode ser vista a olho nu sob condições de boa visibilidade, entre as constelações Mensa e Dorado. Foto: Eckhard Slawik
 
Pequena Nuvem de Magalhães, galáxia tipo irregular, também visível a olho nu desde a Terra, sob condições favoráveis, entre as constelações austrais Tucana e Hydrus. Foto: David Mallin.

Nenhum ser humano teve a oportunidade de sair da Via Láctea, para poder observá-la de fora e ter certeza de sua forma, mas os astrônomos acreditam atualmente que nossa galáxia seja do tipo espiral barrada. As galáxias do tipo espiral barrada possuem bojo, e braços concêntricos, como as espirais comuns, entretanto, as barradas se diferenciam por possuirem um inesperado e curioso alongamento, ou barra, atravessando o bojo. 

Ilustração do atual modelo comumente aceito para nossa Galáxia. Os astrônomos acreditam que se a Via Láctea fosse vista a uma determinada distância, apresentaria a forma acima. NASA

O nosso Sol é uma das bilhões de estrelas que formam a galáxia da Via Láctea. Existem inúmeras estrelas da mesma classe espectral que o Sol, na Via Láctea. O Sol é uma estrela de tipo comum, e o que o torna especial para nós é ser a "nossa estrela mãe", o nosso lar e o nosso endereço na galáxia da Via Láctea.

O Sol, nossa estrela mãe, situa-se a cerca de 35 mil anos luz do centro da Via Láctea, e a cerca de 15 mil anos luz da periferia. É o nosso endereço na galáxia da Via Láctea. Imagem: Revista FAPESP.
 

Uma de nossas vizinhas é a galáxia de Andrômeda. Na imagem abaixo, podemos observar que o bojo galáctico, no centro, é sua região mais luminosa e massiva, e todas as estrelas que estão ao redor orbitam em torno deste centro luminoso.

A galáxia de Andrômeda (M31) é uma galáxia do tipo espiral, vizinha da Via Láctea. Andrômeda pode ser vista a olho nu, em condições de boa visibilidade, como uma tênue mancha esbranquiçada, localizada na constelação de Andrômeda (mesmo nome), que fica na região norte do céu, vizinha da constelação do Pégasus. NASA

Outra galáxia famosa, reconhecida por sua beleza, é a galáxia do Sombrero, considerada entre as mais belas.

Galáxia do Sombrero (M104) NASA
 
Cada galáxia é formada por bilhões de estrelas, que orbitam gravitacionalmente em torno do bojo galáctico (centro da galáxia). Veja a seguir a imagem de uma galáxia espiral vista de frente, e um mesmo tipo de galáxia espiral, vista de perfil. 

Galáxia M51, tipo espiral, vista de frente. NASA

Galáxia NGC 4565, tipo espiral, visualizada de perfil. Note o bojo central luminoso. NASA

Nesta imagem em campo profundo, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, estão registradas milhares de galáxias, de diferentes formas e a diferentes distâncias. 


Cada ponto luminoso da imagem acima é uma galáxia, e, por tanto, representa um conjunto de bilhões de estrelas, de todas as classes espectrais. Cada estrela compõe um sistema estelar. O que chamamos de Sistema Solar é, na verdade, o único sistema estelar que conhecemos relativamente bem. Muitos sistemas estelares podem ter características parecidas com o nosso, enquanto outros certamente serão bem diferentes. 


O atual modelo cosmológico, sugere que o universo observável, se pudesse ser visualizado em uma determinada escala de tamanho, teria um aspecto semelhante ao da ilustração acima, aonde, cada microponto de luz representa um conjunto de galáxias. As galáxias parecem formar conglomerados de galáxias, ligados a outros conglomerados e superconglomerados por filamentos de galáxias, aparentando em conjunto uma grande rede neural. Simulação do Millenium, Instituto Max Planck.


Bem... Esse assunto merece mais atenção e voltaremos a ele em nossa próxima aula de campo, no Planetário, quando faremos uma viagem virtual para fora da nossa Galáxia e teremos mais oportunidade de abordar o assunto.

Abraço a todos!
Fernando