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sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Nome das Estrelas

Ao longo de milhares de anos, nossos mais remotos ancestrais, foram percebendo e reconhecendo algumas estrelas no céu, especialmente as mais fortes, as que estavam no caminho da Lua e do Sol e as que chamavam atenção por formarem conjuntos de estrelas com alguma característica peculiar, fáceis de memorizar. Além disso, nossos ancestrais notaram que algumas estrelas eram brancas ou azuladas, outras eram amareladas ou avermelhadas, e com um pouco de imaginação, era divertido associar imagens no céu, ligando os pontos brilhantes. Assim, cada povo foi criando suas próprias constelações.
Havia, no entanto, “estrelas diferentes” - eram cinco, que tinham uma luminosidade contínua, não cintilavam, e vagavam entre as estrelas, que por sua vez mantinham as mesmas medidas angulares entre si. A estes astros errantes os gregos chamariam de “Planetas”, e a cada um deles nominaram e atribuíram características diferentes, relacionando-os à sua mitologia.   
Para as principais estrelas, os antigos também deram nomes, de maneira a identificá-las mais facilmente. Por exemplo, os gregos, que chamavam Marte de Ares, perceberam que de tempos em tempos, Ares passava ao lado de uma estrela vermelha muito forte, que de tão forte antagonizava (rivalizava) o brilho de Ares, e por isso a chamaram de Antares.

Oficialmente, o nome das constelações é escrito em latim. O nome da maioria das estrelas, entretanto, é de origem árabe. Mas existem estrelas que ficaram mais famosas durante a "Época das Grandes Navegações", especialmente as do Sul. A estrela alfa da constelação da Crux (Cruzeiro do Sul), ganhou o nome do grande navegador português, Fernão de Magalhães, que, a serviço do Reino de Espanha, comandou a primeira viagem de circunavegação do planeta Terra, entre os anos de 1519 a 1522. Magalhães é o nome da estrela alfa do Cruzeiro do Sul, que ainda tem Mimosa como a estrela beta, e Rubídea como a estrela gama. A quarta estrela da Crux não tem um nome oficial próprio, mas no sistema de Bayer ela recebe o nome da quarta letra do alfabeto grego, seguido do nome da constelção a qual pertence, no genitivo: chamamos ela de Delta Crucis. Entre Magalhães e a Delta Crucis, tem uma estrelinha, cujo nome próprio é Intrometida!

Outro caso curioso é a estrela alfa da constelação de Orion. Trata-se de uma das estrelas mais fortes do céu a olho nu, e sua coloração é nitidmente encarnada (avermelhada). Seu nome próprio é Betelgeuse, mas os estadunidenses gostam de chamá-la de Beetjuice (suco de beterraba, em inglês). É um "trocadilho" divertido e criativo.
Por volta do ano de 1603, um alemão chamado Johanes Bayer, sugeriu que a estrela mais forte ou a estrela que por algum motivo fosse considerada a mais importante de cada constelação, deveria ser chamada pelo nome da primeira letra do alfabeto grego, a segunda estrela mais forte ou mais “importante” da constelação, levaria o nome da segunda letra do alfabeto grego, e assim por diante. Hoje existem outras formas para nominar as estrelas, mas o sistema de Bayer ainda é o mais usual.
E quem dividiu o céu em 88 constelações?
Foram os próprios astrônomos, que no início da década de 1920, criaram a União Astronômica Internacional, e dividiram o céu em 88 partes. Poderia ser qualquer número, mas como o 8 desenhado deitado é o símbolo do infinito, os astrônomos quiseram fazer uma homenagem simbólica ao infinito, escolhendo o número 88. Destas 88 constelações, 12 são as do zodíaco. Então, toda constelação tem sua estrela alfa, sua estrela beta, sua estrela gama e assim por diante.

A partir de então, todas as cartas celestes passaram a ser padronizadas, para todos os povos da Terra, e na escolha dos nomes das constelações, deu-se prioridade para as constelações que constavam nos catálogos estelares mais antigos, mantendo-se o nome mais antigo das estrelas.

É muito legal saber o nome das estrelas, e reconhecê-las no céu. Eu não sei ao certo quantas estrelas posso chamar pelo nome, mas imagino que deve ser um número perto de cem. Parece muito, mas não é difícil reconhecê-las com o auxílio de um bom mapa, e identificá-las com lembranças de épocas ou acontecimentos. São estrelas com quem passamos a ter relação de saudade. As vezes eu acordo de madrugada para vê-las, quando faz muito tempo que eu não vejo algumas delas em especial.
Mas não precisamos saber o nome de tantas estrelas, para isso é que existem sistemas como o de Bayer. Por outro lado, existem 21 estrelas, de primeira magnitude, que se destacam no céu ao longo do ano. Vinte e um nomes não é muito difícil de lembrar, além disso, temos tempo para aprender, pois viveremos para sempre sob o céu. E antes de aprender o nome de uma estrela, precisamos ser apresentados a ela. Mas acredite, vale a pena conhecê-las para identificá-las no céu. 
Que tal se a gente relacionar o nome destas 21 estrelas de maior magnitude aparente do céu, dizendo qual é sua letra grega no sistema Bayer e a sua respectiva constelação?
Espero voltar em breve para continuarmos este papo, e para trazer as efemérides deste mês de maio.
Vamos ficar de olho na Lua Cheia hoje e em Saturno e Espiga ao lado dela.
Abraço a todos!
Fernando




5 comentários:

  1. Eu vi a Lua hoje, estava ao lado de Espiga de Virgem, e próximo a elas Saturno.
    Foi uma linda noite.
    Fernando

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  2. as estrelas são realmente lindas,certa noite olhei para cima e vi as três marias e fiquei pensando como seria que a lua as tratas,e veio na cabeça [como lindas mulheres)
    chorei e lembrei do grande urso então sorri por que estrela igual nunca se vê!

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  3. Hoje eu parei e prestei ateção nas estrela do ceu,e pensei como pode um ser criar td isso,comesei a me maravilha com um Deus tão grande e bom e ainda colocou em cada uma delas um nome,
    e ele ñ esqece do nome de nenhuma delas
    Everton de souza
    d

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